sábado, 11 de dezembro de 2010
Não vou estar aqui a escrever, porque não tenho cabeça, mas queria deixar aqui um «amo-te» , um «amo-te» grande, porque foram 14 anos ao teu lado, tu cresceste comigo, eu cresci contigo. Nunca pensei nem tive perto de pensar que isto tivesse para acontecer. Tenho uma dor grande no coração, não paro de chorar por ti. Quando te enterrei dei-te um beijo, leva-o comigo, leva o contigo o robe que foste embrulhada, por cima da terra, pus um «F» do teu nome, «és a maior estrela do céu», diz a nossa pequenina que te tentava dar festas mas tu arranhavas, mas eu ia lá e do deixavas ela dar-te festas. Eras a minha medricas, que tinha medo de coelhos, que ia sempre para cima de mim quando estava a estudar com o meu pai, que ia muito devagarinho para o meu quarto e me assustava, metia-se ao pe de mim e adormeciamos sem sermos apanhadas. Vou sentir a tua falta, da falta do «abre a porta à gata» ou então «já abriste a porta à gata?», ou o chamar por ti «Fifi» . Estarás sempre no meu coração, desculpa não escrever mais, mas não consigo, não paro de chorar, de me lembrar de ti, da dor que senti quando disseram «o médico não pode fazer mais nada, deram-lhe uma injecção e ela morreu», de te ter enterrado. Amo-te fifi, «és a maior estrela do céu».